Calorias: tudo o que você sabia sobre elas estava mais do que errado.

Calorias: tudo o que você sabia sobre elas estava mais do que errado.

21 de Janeiro de 2016

Um dos mitos mais comuns à respeito de alimentação é sobre o equilíbrio de calorias.

Prolifera por aí a ideia que as calorias são todas iguais, e desta forma, o controle é feito simplesmente com a contabilidade destas.

Porém, os alimentos afetam nosso organismo de maneiras diferentes, e não apenas isso, eles também podem afetar os hormônios que regulam quando e o quanto comemos.

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Dessa forma, não só a quantidade de calorias é importante, mas também a fonte destas exerce papel fundamental na alimentação.

E é isso que demonstraremos nesse artigo.

E você vai descobrir também:

1- Porque a simples análise “calorias ingeridas x calorias gastas” na prática torna-se simplória e equivocada

2- Outros fatores que controlam nosso comportamento

3- Provas cabais que a origem das calorias gera diferentes resultados no organismo

4- Um teste prático para você perceber a diferença das fontes de calorias

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5- Como o seu apetite pode ser impactado pelo tipo de alimento que você ingere

6- Como o seu metabolismo é impactado pelo que você come

7- Como as emoções influenciam também suas decisões alimentares

8- Que tipo de dieta dispensa a contagem de calorias (e você pode até comer mais calorias, na verdade)

9- Que tipo de nutriente sabota o seu apetite e transforma você numa máquina de comer

 

“Gaste mais calorias do que você ingere”. É só isso?

calorias são diferentes de calorias.

Calorias diferem entre si. Uma fonte de calorias pode ter efeitos diferentes no corpo do que outras.

Seguindo a linha de raciocínio que diz “uma caloria = uma caloria”, a obesidade é simplesmente um problema que advém do fato de você comer muitas calorias.

Nesta linha de raciocínio, os tipos de alimentos não são tão importantes, e a chave são as calorias ingeridas.

E continuando nessa linha, a única forma de emagrecer é comer menos, exercitar-se mais, e manter esse equilíbrio de calorias.

Apesar de ser verdade que a obesidade é causada por um superávit calórico, e a perda de peso por um déficit, essa é uma explicação por demais simplificada, e que chega a ser equivocada.

Há que se levar em consideração que alimentos diferentes podem ter efeitos totalmente diferentes no organismo, por vias metabólicas distintas até serem transformados em energia.

Mesmo sendo fato que se ingerirmos mais calorias do que gastamos, vamos ganhar peso, isso é apenas um fato.

A grande questão é: POR QUE estamos fazendo isso?

Será que isso é uma consequência de decisões lógicas ou pode ser que algo esteja acontecendo em nosso corpo que está causando esse problema… como os hormônios?

Se é o comportamento da pessoa que está causando o ganho de peso, então será que algo está causando esse comportamento?

O fato é que nossos desejos, pensamentos e ações sofrem influências hormonais e neurais.

Por mais que gula e preguiça possam ser “causas”, talvez exista algo mais exercendo tal controle sobre nosso comportamento.

 

As calorias têm impactos diferentes, dependendo da fonte.

Vamos demonstrar então que as calorias não são geradas da mesma forma. Através de dois exemplos: frutose e proteína.

1- Frutose: Quando a frutose chega ao fígado, pode ser transformada em glicose e guardada como glicogênio. Mas se o fígado já estiver cheio deste, ela pode ser transformada em gordura. Se consumida em excesso, pode causar resistência à insulina, e isso acaba potencializando o ganho de gordura. Além disso, a frutose não tem impacto sobre um hormônio que aumenta a fome, chamado grelina. Desta forma, 100 calorias de frutose podem aumentar sua insulina no longo prazo, manter altos níveis de grelina, e aumentar o apetite.

2- Proteína: A proteína é mais complexa que a frutose, e já de cara, 30% das calorias ingeridas serão consumidas no processo de digestão. Além disso, a proteína também aumenta os níveis de saciedade e acelera o metabolismo. E mais, também pode acabar sendo usada para construir musculatura, o que potencializa ainda mais o aumento metabólico.

Isto posto, já dá para perceber que o impacto no organismo de 100 calorias de frutose e de 100 calorias de proteínas é completamente distinto, o que já demonstra que uma caloria não é igual a uma caloria.

500 calorias advindas de beber refrigerante terão um efeito totalmente diferente de 500 calorias advindas de ovos, por exemplo.

Se quiser fazer um teste prático, tente ingerir 500 calorias de sorvete de creme num dia, e no dia seguinte, 500 calorias de brócolis.

Mas já adianto o que vai acontecer: quando você comer o sorvete, vai engoli-lo com uma facilidade incrível, e algumas horinhas depois, estará prontinho para comer alguma outra coisa.

Já com o brócolis… Primeiro que o brócolis tem poucas calorias, e isso fará você ter que aumentar a quantidade do que come.

A quantidade de fibra do brócolis tornará quase impossível que você coma essa quantidade toda. A digestão é mais difícil, você comeu mais, e é fato que vai se sentir empanzinado.

Dificilmente vai querer comer alguma coisa nas próximas horas, e deu para perceber onde quero chegar, não?

O impacto dos diferentes nutrientes no apetite.

Outra forma de enxergar essa questão é à respeito dos efeitos no apetite.

Basta compararmos esses efeitos em dietas low carb (baixa em carboidratos) e dietas baixas em gordura.

Dietas low carb dispensam a necessidade de contagem de calorias, permitindo que seus adeptos comam alimentos ricos em proteínas e gorduras até se sentirem saciados, e ainda assim perdem peso, até mais que nas dietas restritas em gorduras, onde a contagem calórica é sempre necessária.

Nas dietas low carb, há uma diminuição do apetite que torna desnecessário controlar porções e contar calorias.

 

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

Você está a um clique de uma verdadeira revolução na sua vida. Se você precisa perder 10, 20, 30kg ou mais, veio ao lugar certo. E se precisa perder só alguns quilinhos, é mais rápido ainda. Nada de medicações, dietas milagrosas, nada disso. Até porque nada disso é necessário.

E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

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E isso ocorre especialmente por dois motivos:

1- Ingesta de alimentos que causam saciedade: especialmente proteínas e gorduras, em maiores quantidades que na dieta convencional.

2- Baixa ingesta de alimentos insulinogênicos: leia-se carboidratos. Os carboidratos de longe são os alimentos que mais disparam os chamados picos de insulina.

Em última análise, um pico de insulina vai:

  • Promover uma saída rápida de glicose do sangue para as células, o que gera flutuação no nível de glicose do sangue e manda um sinal para o seu sistema nervoso que pode ser traduzido como “fome”.
  • Bloquear um hormônio chamado leptina, que daria o seguinte recado ao seu cérebro: “ei, você já comeu o que precisava”. Isso sabota sua saciedade, e você pode continuar comendo.
  • E a cereja no bolo: a insulina dispara o sinal para o seu organismo guardar a gordura consumida. Ou seja, a gordura estava ali de gaiato, mas quem deu a ordem para “engordar” foi o excesso de carboidrato.

Resumindo, a secreção exagerada de insulina vai transformar você numa retroescavadeira insaciável que pegará toda a comida que aparecer na sua frente, e ainda uma máquina muito eficaz para guardar essa energia toda.

 

O que você come pode afetar seu metabolismo.

metabolismo

Outra coisa para se ter em mente é que o seu corpo vai lutar contra a restrição de calorias no longo prazo.

Isso promove a desaceleração do ritmo de perda de peso nas dietas comuns.

Então você precisaria cortar ainda mais calorias… E mais… E mais…

Se o seu peso cair abaixo de uma determinada marca, seu cérebro vai tentar responder de maneiras que te levarão a ingerir mais calorias (fome, preguiça), e gastar menos (redução do metabolismo, falta de disposição, preguiça).

O impacto das emoções

Nós humanos somos criaturas emocionais.

Não é totalmente fácil tomar decisões de acordo apenas com a lógica, e os altos níveis de alimentação emocional por aí podem explicar isso.

O que muitos chamam de fraqueza, pode apenas ser a natureza humana.

Mudar comportamentos apenas baseando-se em decisões racionais é bastante complicado. E isso pode ser aplicado à alimentação também.

Mesmo com algumas pessoas altamente motivadas sendo capazes de controlar sua alimentação em 100%, isso não representa a maioria da população em geral.

Especialmente aqueles que possuem tendência a ganhar peso.

Assim temos que a alimentação acaba se tornando um processo subconsciente, como respirar, por exemplo.

Você pode até contolar sua respiração por quanto tempo você quiser, mas fatalmente acabará perdendo o foco e o processo acontecerá automaticamente.

O comportamento alimentar também é controlado por hormônios e circuitos neurais.

Muitos conseguirão conscientemente comer menos calorias e controlar suas porções, mas provavelmente precisarão fazer isso por toda uma vida.

Concluindo

Como pudemos ver, em se tratando de calorias, definitivamente o mantra “uma caloria é uma caloria” está errado.

É apenas uma simplificação que não leva em consideração a complexidade do nosso metabolismo, e os efeitos que os alimentos exercem em nossos cérebros e hormônios.

 

Referências:

 

1- How calorie-focused thinking about obesity and related diseases may mislead and harm public health. An alternative.

2- “A calorie is a calorie” violates the second law of thermodynamics

3- Insulin levels, hunger, and food intake: an example of feedback loops in body weight regulation.

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