Evitar a gema do ovo: uma balela sem limites.

Evitar a gema do ovo: uma balela sem limites.

17 de maio de 2016

Já é de conhecimento de muitas pessoas, preocupadas com a sua nutrição, que a clara do ovo é um alimento altamente proteico. Mas e a gema do ovo?

Ela também é importante para uma dieta balanceada?

Neste artigo, você vai descobrir:

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1- Por que demoniza-se tanto a gema do ovo

2- Quanto colesterol possui uma gema

3- Por que o seu organismo acaba regulando o nível de colesterol circulante

4- Por que o colesterol é vital para você

5- A comparação nutricional entre o ovo inteiro e apenas a clara

6- Como a ingesta de gema realmente afeta o colesterol

7- A real (falta de) relação entre consumo de ovo inteiro e doenças cardíacas

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8- Um nutriente vital para o seu cérebro que está lá na gema do ovo

9- Por que os ovos são bons para os seus olhos

 

Muitas vezes, essa parte do ovo ganha uma má reputação, uma vez que é rica em colesterol.

Na verdade, uma única unidade de ovo de tamanho médio contém 186 mg de colesterol, número esse que representa em torno de 62% da ingestão diária recomendada.

Há muito tempo tem-se a ideia de que, ao ingerir a gema do ovo, o colesterol no sangue aumenta, contribuindo para o surgimento de doenças cardíacas.

No entanto, esse mito, como muitos outros relacionados à alimentação, está caindo por terra.

Acontece que não é assim tão simples.

É preciso entender como o organismo regula os níveis de colesterol para compreender que a gema do ovo não é nenhuma vilã.

Em primeiro lugar, vale dizer que colesterol é muitas vezes visto negativamente.

Porém, ele é uma “parte” muito importante do corpo.

É uma molécula estrutural e parte essencial de cada membrana de uma célula.

Além disso, o colesterol é usado na produção de hormônios esteroides, como a testosterona, estrogênios e cortisol.

E mais: o fígado é o órgão responsável pela produção de colesterol no organismo.

Mas quando um indivíduo ingere alimentos ricos em colesterol, o fígado o produz em menor quantidade para contrabalançar.

Assim, a quantidade total de colesterol no corpo muda muito pouco, mesmo ao se ingerir alimentos com colesterol.

Mas é claro que nada em excesso faz bem para a saúde do corpo.

 

Como a gema do ovo interfere na saúde.

gema do ovo

 Por muitas décadas, as pessoas foram aconselhadas a limitar o consumo de ovos, ou pelo menos a gema, já que a clara é rica em proteínas e pobre em colesterol.

Veja uma comparação nutricional abaixo entre um ovo inteiro e apenas uma clara:

gema do ovo

Clique na imagem para ampliar

É comum que a recomendação seja de, no máximo, seis gemas por semana.

No entanto, nem essa quantidade menos conservadora está muito bem apoiada em estudos científicos.

Por outro lado, existem muitos estudos bem embasados que afirmam não existir quantidade mínima de gemas que podem ser consumidas por semana.

Alguns desses estudos costumam usar a seguinte metodologia: os indivíduos são divididos em dois grupos: um come de um a três ovos inteiros por dia e o outro grupo não come ovos.

Depois de semanas ou meses, os pesquisadores concluíram que:

– em quase todos os casos, o HDL, o colesterol bom, subiu;

– o colesterol total e o colesterol LDL, o colesterol ruim, não tiveram alterações de forma geral. Porém, em algumas vezes eles aumentaram ligeiramente;

– o Omega-3 da gema do ovo reduziu os triglicerídeos sanguíneos;

 

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– os níveis sanguíneos de antioxidantes carotenóides, luteína e zeaxantina aumentaram significativamente.

Os estudos concluíram que os benefícios do consumo do ovo inteiro dependem de cada indivíduo.

70% das pessoas não tiveram nenhum efeito sobre o colesterol total ou LDL.

No entanto, em 30% das pessoas os níveis subiram ligeiramente.

Embora as pesquisas sejam importantes para mostrar a forma como o alimento atua no organismo, vale lembrar que a variedade de alimentos disponíveis é imensa e, por isso, a melhor atitude é sempre balancear o cardápio, a fim de garantir um maior número de nutrientes.

Mesmo que esses estudos provem, portanto, que até três ovos inteiros por dia são perfeitamente seguros para pessoas saudáveis, eles podem se combinar com grãos, legumes, frutas e carboidratos.

gema do ovo

 

Relação entre os ovos e as doenças cardíacas.

Muitos estudos analisaram a relação entre o consumo de ovos e o risco de doença cardíaca.

Todas as pesquisas realizadas são chamadas de estudos observacionais.

Neles, grandes grupos de pessoas são acompanhados por muitos anos.

Ao final desse período, os pesquisadores utilizam métodos estatísticos para descobrir se certos hábitos (como dieta, tabagismo ou exercício) estão ligados ao aumento ou diminuição de risco para determinadas doenças.

Esses estudos apontaram que pessoas que comem ovos inteiros não estão mais propensas a desenvolver doenças cardíacas.

Algumas pesquisas mostraram ainda que existe uma redução do risco de acidente vascular cerebral.

No entanto, vale ressaltar que nos diabéticos que comem ovos, eles já possuem maiores chances de doença cardíaca.

Por outro lado, essa associação pode depender do resto da dieta, já que numa dieta com baixo teor de carboidratos, o que é normalmente recomendado a diabéticos, os ovos levam a melhorias nos fatores de risco de doença cardíaca.

Ou seja, muitos estudos observacionais mostram que pessoas que comem ovos não têm um risco aumentado de doença cardíaca, mas alguns estudos mostram um aumento do risco em diabéticos.

Além disso, vale lembrar-se de todos os benefícios que os ovos possuem, sendo que entre eles é possível listar que são fontes de luteína e zeaxantina, antioxidantes que reduzem o risco de doenças oculares, como a degeneração macular e catarata.

E como se não bastasse, ovos também são ricos em colina, um nutriente do cérebro que mais de 90% das pessoas estão com carência.

 

Concluindo

 

Face a todas as vantagens nutricionais que a gema do ovo oferece, e com a queda do mito da influência sobre o colesterol, não há porque não consumi-las.

Sua saúde agradece, e muito!

 


 

Referências:

1- Rethinking dietary cholesterol.

2- Egg consumption and high-density-lipoprotein cholesterol.

3- Egg consumption and risk of coronary heart disease and stroke: dose-response meta-analysis of prospective cohort studies

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