Por que cortar a gordura da dieta é um erro catastrófico (não, nós não enlouquecemos).

Por que cortar a gordura da dieta é um erro catastrófico (não, nós não enlouquecemos).

23 de junho de 2017

De vez em quando você pode sentir desejos por certos alimentos.

Seja aquela batata frita ou um bolo de chocolate, junto com esse desejo vem a sensação de estar saindo dos trilhos da sua dieta, novamente.

Mas e se disséssemos que esses seus desejos são causados pelos alimentos que você tem o costume de comer, ao invés do fato de você não conseguir evitar o impulso por comê-los.

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O que estamos nos referindo é que o desejo pode não ser pela falta de força de vontade de evitar um alimento, mas sim, sobre o alimento em si.

O ciclo vicioso

 

Cair na tentação de comer algo nem sempre é por falta de força de vontade.

Cair na tentação de comer algo nem sempre é por falta de força de vontade.

O que gera o ciclo: desejo -> querer comer algo específico -> desejo -> … pode ser o tipo de alimento que você come. E a raiz disso tudo está no conceito de saciedade.

Saciedade é um estado onde você se sente “cheio”, mesmo depois do ponto de satisfação.

Alimentos que saciam são capazes de fazer com que você se senta “cheio” antes que você coma demais, e ajudam a manter a sensação de saciedade por mais tempo. Essa é uma característica bastante vantajosa.

Assista a versão em vídeo:

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Então, logicamente, devemos comer mais desses alimentos.

Mas o problema é que muitos dos conselhos sobre dietas que ouvimos hoje em dia acabam por nos desestimular a comer desses alimentos naturais, nutritivos, e que nos mantém saciados.

Por exemplo, muitas dietas trabalham com o conceito de “calorias são todas iguais”.

Essa linha de pensamento nos leva a crer que a gordura é a grande vilã, já que a gordura é mais calórica do que proteínas e carboidratos.

Tudo o que deveria ser feito, então, é cortar a gordura, e problema resolvido!

Mas o fato é que, apesar de o consumo global de gordura ter diminuído, os níveis de obesidade e suas complicações não acompanharam essa tendência. Logo, a culpa não é só da gordura.

Algumas provas disso:

1- Você já ouviu falar do “paradoxo francês”? Trata-se de um termo usado para exemplificar o fato que os franceses possuem menor risco de doenças cardiovasculares, mesmo com uma dieta alta em gorduras saturadas. E numa amostra geograficamente mais ampla (Europa), simplesmente não houve correlação entre o consumo de gorduras saturadas e mortes por doenças cardiacas. Países com menor consumo de gorduras como as ex-repúblicas soviéticas possuem maiores índices de doenças cardiovasculares do que outros países como França, Irlanda, Noruega, Itália e Dinamarca, onde o consumo das gorduras saturadas é maior.

2- No ano de 1977, as dietas de baixa gordura foram recomendadas para todos os americanos. Olhando para trás, é interessante ver que a epidemia de obesidade começou quase ao mesmo tempo. Embora correlação não seja necessariamente causa, isso faz sentido, porque as pessoas começaram a desistir de alimentos tradicionais, como a manteiga, para usar alimentos processados com baixa gordura e ricos em açúcares. Desde então, muitos estudos maciços têm sido realizados sobre a dieta de baixa gordura. Estes estudos mostram claramente que a dieta de baixa gordura não causa perda de peso e tem efeito nulo sobre as doenças cardiovasculares a longo prazo. E apesar dos maus resultados nos estudos, esta dieta ainda é recomendado por organizações de nutrição em todo o mundo.

3 – Se a gordura animal era tão ruim como diziam, então dietas que as contém deveriam engordar e serem prejudiciais à sua saúde. No entanto, os estudos mostram o contrário. Neste estudo, as mulheres com dieta low-carb, (rica em gordura) perderam duas vezes mais peso que as mulheres que fizeram dieta com restrição das gorduras. A verdade é que as dietas que são ricas em gordura (mas pobre em carboidratos) consistentemente levam a resultados muito melhores do que as de baixo teor de gordura, que são ricas em carboidratos. Não só eles causam mais perda de peso, mas também levam a grandes melhorias em praticamente todos os principais fatores de risco para doenças como as cardiovasculares e o diabetes.

 

4- É de se espantar que algumas pessoas ainda culpem alimentos tradicionais, como carne e manteiga, pelas doenças da civilização atual. Estes alimentos têm sustentado os seres humanos de boa saúde por um tempo muito longo e simplesmente não faz sentido algum culpar alimentos “milenares” por doenças “novas”. Todos os dados mostram que as pessoas realmente reduziram o seu consumo destes alimentos, bem como a incidências destas doenças subiram. Este estudo demonstra que os americanos estavam reduzindo o consumo de carne vermelha e laticínios com gordura total, e ao mesmo tempo, a epidemia de obesidade estava começando. Novamente, pode até ser coincidência, mas faz todo o sentido do mundo.

Um segundo problema é que o aconselhamento dietético pode, muitas vezes, ser confuso. Você pode ouvir conselhos como “escolha produtos com baixo teor de gordura”, mas se olhar com atenção, estes produtos são altamente processados e incluem muitos ingredientes que não são saudáveis.

Estes alimentos, por terem tantos ingredientes ruins e pouco nutritivos, podem levar a pessoa a comer demais, achando que está tudo bem por não ter muita gordura. E pior, por serem vazios em nutrientes, a pessoa sentirá fome logo depois.

Esse interesse por alimentos com baixo teor de gordura acaba, de certa forma, atrapalhando nossa busca por alimentos naturais, integrais e saudáveis, em favor de alimentos altamente processados que, apesar de terem menos gordura, podem estar contribuindo para que comamos mais e mais.

Mas então, qual a solução?

Vários estudos compararam dietas com restrição de calorias versus dietas restritas em carboidratos, e essas últimas, como já citamos, foram mais eficazes.

Os estudos também demonstraram que o consumo de calorias foi praticamente o mesmo nos dois grupos.

Mas o mais interessante foi que, no grupo que fez a dieta com restrição calórica, essa restrição era feita sob controle dos pesquisadores, ao passo que no grupo restrito de carboidratos, a restrição tendia a ser feita naturalmente, pelas próprias pessoas.

Isso aconteceu porque o segundo grupo acabava alterando a qualidade dos alimentos que consumia, ao invés de restringir a quantidade.

Em resumo, todos os participantes eram obesos, mas o grupo com restrição de carboidratos, ao reduzí-los, acabava naturalmente comendo menos.

E a explicação para isso é a seguinte: Dietas com restrição de carboidratos automaticamente se tornam mais ricas em proteínas e gorduras, que são mais eficazes em criar saciedade. Logo, a pessoa se sentindo mais saciada, comerá menos.

Cito aqui uma experiência pessoal: quando aderi a uma dieta com baixo carboidrato, eu utilizava um aplicativo para controlar a minha ingesta de carboidratos (eu procurava manter abaixo de 100g por dia).

Um belo dia comecei a notar que a quantidade de calorias – dado que eu sequer prestava atenção – era basicamente a mesma todos os dias, mesmo sem eu colocar foco nisso.

Variava sim, um pouco para mais, um pouco para menos, mas a lição que tirei foi que quando você retira os carboidratos da dieta, seu organismo volta a ter a capacidade de regular a energia que você come, e você entra no piloto automático.

Adeus contagem de calorias!

 

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

Você está a um clique de uma verdadeira revolução na sua vida. Se você precisa perder 10, 20, 30kg ou mais, veio ao lugar certo. E se precisa perder só alguns quilinhos, é mais rápido ainda. Nada de medicações, dietas milagrosas, nada disso. Até porque nada disso é necessário.

E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

Clique aqui para saber mais e bem vindo à sua nova vida.

Sobre as proteínas

 

Proteínas geram saciedade e possuem gordura, fazendo com que você não sinta fome por mais tempo.

Proteínas geram saciedade, fazendo com que você não sinta fome por mais tempo.

Estas são altamente eficazes em criar saciedade.

Um detalhe importante é que, normalmente, fontes de proteínas também são fontes de gordura. Pense em carne vermelha, ovos, peixe e nozes, por exemplo.

São boas fontes de proteínas, mas também têm gorduras. O resultado disso será uma saciedade maior, e um risco menor de comer demais.

Cortar totalmente esses alimentos no sentido de eliminar sua gordura, como já vimos, vai ser contraproducente.

A restrição de carboidratos

Restringindo carboidratos, você os substituirá por opções que te saciarão por mais tempo.

Restringindo carboidratos, você os substituirá por opções que te saciarão por mais tempo.

Ao restringir os carboidratos, os efeitos benéficos podem até superar os de aumentar as proteínas da dieta.

Ao reduzir os carboidratos, você impedirá uma alteração brusca dos níveis de glicose do sangue, o que em última análise é importante no controle da fome.

Além disso, como – geralmente – carboidratos são parte vital de alimentos altamente processados, você terá que evitar esse alimentos que não causam saciedade adequada. Lembrando, alimentos processados, mesmo com baixo teor de gordura, costumam ser recheados de carboidratos (além de outros elementos que podem te fazer mal).

Se você quer testar o que falamos, veja abaixo algumas dicas com pequenas mudanças. Experimente e depois analise os resultados:

  • Café da manhã

Se você normalmente toma um café com pouca gordura, como por exemplo, cereal com leite desnatado, mas depois sente-se tentado a comer mais, experimente comer ovos, e/ou então, substitua o leite desnatado por sua versão integral (mas fique de olho na quantidade de gordura saturada ingerida durante o dia) e algumas nozes e frutas no seu cereal.

  • Outras refeições

Se você tem o hábito de colocar muitos carboidratos em seu prato, como arroz e batata, procure ocupar apenas ¼ do prato com eles, deixando metade para vegetais coloridos e o resto para carne, frango ou ovos.

Por fim, tenha sempre em mente que suas porções devem ser controladas, se a sua refeição vai te manter saciado por um bom tempo, e se você está ingerindo os nutrientes necessários para a manutenção funcional do seu organismo. Tendo isso na cabeça, a escolha natural será dar preferência a proteínas e gorduras em relação a alimentos ricos em carboidratos.

Faça um comentário abaixo nos contando como foi o seu experimento. Sentiu menos fome entre uma refeição e outra? O que deixou de comer, com essas pequenas mudanças?

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3 disseram o que pensam. Agora é sua vez.

  1. gotei das dica muito obrigada

  2. muito obrigada preciso de muitos outras dicas essa sao boas

  3. Ótimo tutorial.Faço uma dieta com restrição de carboidratos principalmente o pão. E estou optando mais pela alimentação como inhame, cuscuz, e frutas.

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