Insulina engorda! Como sair dessa e emagrecer.

Insulina engorda! Como sair dessa e emagrecer.

3 de junho de 2016

Se você está tentando emagrecer e ainda não sabe que a insulina engorda, alerta vermelho!

“Mas peraí, eu não sou diabético, não tomo insulina”.

E se eu dissesse para você que sua dificuldade para emagrecer é por conta das altas doses de insulina que você anda tomando sem saber?

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Interessou agora?

Nesse artigo você vai descobrir:

1- O que é a insulina

2- Como funciona a insulina

3- Qual o papel da insulina no armazenamento de energia

4- Como você está “tomando” altas doses de insulina sem saber

5- Dois efeitos pouco conhecidos (e engordantes) da insulina

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6- Por que a insulina engorda, de fato

7- Por que, ao manter altos níveis de insulina no organismo, emagrecer vai ser missão quase impossível

8- O que fazer para reverter esse quadro e emagrecer com sucesso

 

Normalmente quem se interessa em saber o que é insulina são as pessoas portadoras de diabetes.

Confesso que eu, por não ser diabético, acabei me incluindo no grupo de quem ligava insulina com diabetes apenas.

Mas a insulina também apresenta um papel fundamental na questão do controle de peso.

Opa, na condição de então aspirante a ex-gordo, comecei a me interessar mais.

E entender como ela funciona faz toda a diferença!

 

 
Assista a versão em vídeo:

 

O que é a insulina.

insulina engorda: o que é insulina

Conheça a insulina e o seu papel no seu corpo.

A insulina é um hormônio, que é secretado pelo pâncreas e tem a função de regular a quantidade de glicose no sangue, grosseiramente falando.

Funciona mais ou menos assim:

O organismo possui mecanismos de feedback, para saber se os níveis de glicose no sangue estão dentro da normalidade.

Caso estejam acima de um certo nível, o corpo lança mão de mecanismos que farão o nível baixar.

E caso estejam abaixo, os mecanismos lançados promoverão o oposto, mobilizando fontes de glicose no organismo para o sangue, com o objetivo de fazer os níveis subirem.

Desta forma, esse trabalho promove um equilíbrio no organismo.

No primeiro caso, o mensageiro primário que promove a redução dos níveis de glicose no sangue é a insulina.

E no segundo, o hormônio envolvido para trazer a glicose para o sangue é o glucagon.

Ambos são produzidos no pâncreas.

Agora precisamos falar sobre os nutrientes advindos da alimentação.

Nossas fontes de energia.

 

Antes de mergulharmos mais a fundo no maravilhoso mundo da insulina, é preciso entender como nosso organismo obtém e armazena energia.

Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão que obtemos energia através da alimentação.

Mas mais interessante que isso, é o armazenamento.

Temos duas formas principais de armazenar energia que são importantes para o nosso raciocínio aqui.

Elas são o glicogênio e a gordura.

O glicogênio é uma espécie de fonte rápida de energia, de acesso fácil.

Ele é encontrado em quantidades moderadas no fígado e nos músculos.

 

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

Você está a um clique de uma verdadeira revolução na sua vida. Se você precisa perder 10, 20, 30kg ou mais, veio ao lugar certo. E se precisa perder só alguns quilinhos, é mais rápido ainda. Nada de medicações, dietas milagrosas, nada disso. Até porque nada disso é necessário.

E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

Clique aqui para saber mais e bem vindo à sua nova vida.

É a forma primordial de armazenamento de energia, mas como os estoques são limitados, assim que a capacidade se esgota, o organismo vai começar a armazenar o sobressalente na forma de gordura.

Voltando às fontes de energia provenientes da alimentação, os macronutrientes, temos proteínas, gorduras e carboidratos.

Estes últimos são a chave para o entendimento de como a insulina atua.

Isso porque dos 3, os carboidratos são, de longe, os que têm a maior capacidade de elevar a glicose no sangue.

Como foi citado anteriormente, em resposta à elevação de glicose, o corpo secreta insulina.

O ponto chave:

UMA DIETA RICA EM CARBOIDRATOS VAI FORNECER GLICOSE EM ABUNDÂNCIA, E ISSO TENDE A MANTER NÍVEIS ALTOS DE INSULINA CIRCULANTE.

Especialmente se os carboidratos forem aqueles mais simples, de alto índice glicêmico, que são rapidamente absorvidos.

Leia-se todos aqueles contidos nas porcarias e produtos refinados que você come.

Confira no gráfico abaixo como os níveis de glicose se elevam, de acordo com o índice glicêmico:

insulina engorda

Clique na imagem para ampliar

 

Voltando à insulina: dois efeitos pouco conhecidos.

insulina engorda: veja seus efeitos.

Conheça abaixo os principais efeitos da insulina.

Esse hormônio possui várias funções no organismo, mas quando falamos em perder peso é a sua relação com a glicose que mais importa.

Além de diminuir o açúcar presente no sangue, fazendo com que ele seja transportado para as células, a insulina também é responsável pelo armazenamento de gordura.

A substância serve ainda para ajudar na transformação de glicose em gordura no fígado, bem como a síntese de colesterol no fígado, de glicogênio e o uso da glicose pelas células.

Por fim, outras de suas funções são a de reter água e sódio nos rins e fazer com que a glicose seja o principal combustível do corpo, ao invés da gordura.

É importante frisar que todas essas funções estão diretamente ligadas ao acúmulo de gordura.

Se ainda não entendeu, aqui vai:

QUEM DISPARA O SINAL PARA GUARDAR A GORDURA, EM ÚLTIMA ANÁLISE, É A INSULINA

Ou seja, quando mais insulina você secreta, mais gordura tende a guardar.

É como se ficasse em modo de preservação de gordura.

Quando os níveis de insulina no sangue estão altos, causados normalmente pela má alimentação, o corpo favorece o armazenamento do excesso de energia como gordura corporal e bloqueia a utilização da gordura como fonte de energia.

Assim, por mais que você tente se matar na academia, sua alimentação “insulinêmica” torna o seu objetivo de queimar gordura mais difícil.

Você está jogando contra.

insulina engorda dica

Já teve algum click sobre a relação entre insulina e emagrecimento? Pois é.

E agora vamos falar de dois efeitos pouco conhecidos da insulina, que são o efeito sobre a fome e sobre a sua disposição.

Se ainda não acha que insulina engorda, aperte os cintos:

1- Efeito sobre a fome.

 

Como se não bastasse a insulina pender a balança para o armazenamento de gordura, ainda temos um pequeno detalhe técnico que potencializa indiretamente o processo.

É que a insulina em excesso vai sabotar seus mecanismos de saciedade.

Entenda por saciedade a falta de vontade de comer.

Quando você produz muita insulina, isso gera um pico dela no sangue.

A consequência é uma entrada muito rápida de glicose nas células.

Uma das respostas do organismo à queda abrupta de glicose no sangue é um negócio chamado fome.

Deu para ver onde isso vai parar?

Mas calma que é pior ainda, porque tem um outro efeitinho.

A insulina em excesso acaba causando um efeito que consiste em aumento da resistência à leptina, que é um hormônio que atua, entre outras coisas, na saciedade.

Então, num ambiente abundante em insulina, a resposta à leptina fica prejudicada, e seu sistema nervoso têm dificuldade em entender que você está satisfeito.

Agora some esses dois efeitos, e temos a receita para um desastre.

Você vai virar uma retroescavadeira insaciável, se sua insulina viver em níveis estratosféricos.

E como os hormônios acabam ditando o seu comportamento, isso explica muito dos fracassos e dificuldades numa dieta convencional.

Se convenceu que insulina engorda? Calma que tem mais.

 

2- Efeito sobre a disposição.

E para piorar um pouco mais, uma quantidade absurda de insulina acaba atingindo seus níveis de disposição.

Aquela mesma que você tanto precisa para ir malhar.

Pense no seguinte, para ter disposição, você precisa de energia circulante.

Mas e se algo aprisiona essa energia no momento que você precisa dela?

Qualquer semelhança entre isso e o fato de a insulina jogar a glicose para dentro das células, não é mera coincidência.

Se quer uma prova prática disso, tenho certeza que a última coisa em que você pensou, após se empanturrar de sorvete e refrigerante, foi levantar a poupança do sofá para dar uma corridinha.

Provavelmente veio aquela leseira clássica, quiçá até sono.

Tente emagrecer assim! Insulina engorda mesmo, né?

O pior de tudo é que a manutenção de níveis elevados de insulina por longos períodos vai acabar levando a um estado de resistência à ela.

Chega uma hora que você precisa de mais e mais insulina para manter a glicose em níveis normais, e a resistência é tanta que o seu pâncreas não aguenta mais o tranco.

E aí entra em cena um personagem sombrio chamado diabetes mellitus.

Mas isso é assunto para outra ocasião.

 

Então insulina engorda? O que fazer?

 

Na verdade, dizer “insulina engorda” não é totalmente correto de um ponto de vista funcional, mas na prática ela é a maior facilitadora do processo, o que dá no mesmo.

E agora que você sabe tudo de insulina, vamos à solução.

Como você pôde notar, se você através da alimentação, cria um ambiente altamente insulinêmico, tudo o que acontece dentro do seu organismo conspirará para impedir a perda de peso.

Então a chave é reverter isso.

Você precisa se assegurar que vai produzir o mínimo de insulina possível.

Dessa forma o jogo reverte, e você deixa de criar dificuldades para o seu emagrecimento.

Levando em conta que a maior produção de insulina acontece quando há o aumento da glicose no organismo, o que ocorre por meio da alimentação, a forma de controlar a produção do hormônio é por meio de uma dieta com menos fontes de glicose.

Os carboidratos, após serem digeridos, são absorvidos na forma de açúcares simples e, assim, também são responsáveis pelo aumento da insulina e, por consequência, pelo acúmulo de gordura.

É importante, entretanto, saber distinguir os carboidratos que se convertem de forma mais rápida em açúcar e que são mais facilmente absorvidos, pois nem todos eles são iguais.

Porém, são esses que agem mais rápido que devem ser evitados a quem deseja emagrecer, os quais são chamados de alto índice glicêmico.

As fibras vegetais, por exemplo, são digeríveis e assim não influenciam na produção de insulina.

Já os de alto índice glicêmico são os ricos em açúcar, como os doces e as farinhas usadas para fazer massas, biscoitos, bolos e pães.

Também estão nesse grupo os cereais, os amidos e carboidratos líquidos, como sucos industrializados, cerveja e refrigerante.

Com toda a redução no consumo de carboidratos e a queda dos níveis de insulina, você terá uma tendência maior para usar gordura como fonte de energia, conforme explicado no infográfico abaixo:

 

insulina engorda infografico

Clique na imagem para ampliar

 

Concluindo, e um plano de ação para jogar sua insulina lá para baixo.

 

O que é preciso ter em mente é que a insulina é um “hormônio acumulador”.

Quanto mais dela você produzir, mais peso tende a ganhar.

Entendendo como baixar os seus níveis circulantes de insulina, através da redução de carboidratos na dieta, você deixa de dificultar a sua tarefa emagrecedora.

E pode descobrir que na verdade era mais fácil do que você imaginava.

Confira o plano de ação abaixo para reduzir seus níveis de insulina hoje mesmo.

insulina engorda plano de acao

Clique na imagem para ampliar


Referências:

1- Insulin levels, hunger, and food intake: an example of feedback loops in body weight regulation.

2- Association between dietary patterns and insulin resistance in Mexican children and adolescents.

3- Glycemic index: overview of implications in health and disease.

Descubra quais são os 7 alimentos que parecem saudáveis, mas que na realidade não são.

Sim, eu quero.

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