Obesidade na adolescência: um texto obrigatório para qualquer mãe ou pai (sim, você pode ter culpa ou passar por isso).

Obesidade na adolescência: um texto obrigatório para qualquer mãe ou pai (sim, você pode ter culpa ou passar por isso).

26 de abril de 2016

Entre os problemas de saúde que acometem a população dessa nova geração está o risco com a obesidade na adolescência.

Os maus hábitos, alimentação predominantemente industrializada, repleta de componentes químicos nada saudáveis, associada ao sedentarismo são os principais vilões desse mal, que não para de crescer.

Dessa forma, é fundamental conhecer quais são as principais consequências do aumento abusivo do peso entre os jovens e como lidar com o problema, antes que cause mais riscos à saúde.

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Basicamente, a obesidade é o acúmulo de gordura corporal, o que ocorre principalmente por causa de um consumo de calorias em excesso, ou seja, em função de uma alimentação que se caracteriza por ultrapassar o valor calórico usado pelo organismo para a sua manutenção e para que o corpo realize atividades diárias.

Portanto, trata-se de um problema ocasionado por um gasto energético menor que a sua ingestão alimentar equivalente.

Para calcular a obesidade, basta saber como determinar o Índice de Massa Corporal (IMC), que é definido pela divisão do peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metros).

Confira no infográfico abaixo:obesidade na adolescencia imc

 

Clique na imagem para ampliar

Dependendo do resultado, é possível identificar se a pessoa está dentro da faixa ideal, com o peso abaixo do ideal ou acima do que é desejado para quem tem as mesmas características físicas que ela, o que implica em sobrepeso.

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Vale lembrar que o IMC não leva em consideração a composição corporal, por exemplo, uma pessoa muito musculosa pode ter IMC de obesidade, mas feita essa ressalva, pode ser sim um indicador do atual estado do indivíduo, especialmente se associado com outros parâmetros como o percentual de gordura corporal.

Consequências da obesidade na adolescência

obesidade na adolescencia

Normalmente, a obesidade na adolescência é acompanhada de inúmeras complicações para a saúde, incluindo o desenvolvimento de doenças muito sérias.

É o caso do aumento do risco de hipertensão, isto é, chances maiores de sofrer de pressão alta na idade adulta.

Quem possui IMC que indica de sobrepeso para cima, tem mais probabilidade de ter hipertensão no futuro.

E o risco aumenta ainda mais se o adolescente for obeso.

Um dos grandes desafios relacionados à hipertensão é a ausência de sintomas, o que eleva a chance de ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, derrame cerebral, perda de visão, doença renal, entre outras complicações.

Portanto, deve-se monitorar a pressão regularmente, para a prevenção da doença.

Complicações ortopédicas também estão associadas à obesidade, visto que o excesso de peso gera inúmeros traumas nas articulações, como as dos joelhos.

Além disso, o deslocamento da epífise da cabeça do fêmur é muito ligado à obesidade na adolescência, e requer tratamento cirúrgico, sendo muitas vezes causa de artrose precoce do quadril, com consequente incapacidade física.

E há ainda problemas ligados à estética, o que tem um grande peso em adolescentes, com sua jovem e insegura mentalidade.

Alterações dermatológicas são bastante comuns em obesos. Logo, estrias, celulites, fragilidade nas dobras da pele, infecções de fungos e até escurecimento da pele no pescoço e nas axilas ocorrem com frequência em quem sofre de obesidade.

Como os adolescentes já passam naturalmente por uma fase de muitas dúvidas, angústias e mudanças corporais, é comum que muitos desses fatores sejam amplificados quando se é obeso.

Sendo assim, a obesidade em adolescentes é marcada por dificuldades de aceitação e autoestima afetada pelo que se vê no espelho, o que se sente e o que as outras pessoas pensam e falam sobre a estética do corpo de quem tem o peso muito acima do ideal.

Dicas para lidar melhor com a obesidade.

Recomenda-se que o adolescente obeso tenha um acompanhamento psicológico com um profissional, em decorrência dos problemas que acabamos de citar.

Dessa maneira, será mais fácil lidar com o problema durante essa complicada etapa da vida, a fim de evitar o surgimento de problemas como depressão, por exemplo.

Outro cuidado diz respeito à alimentação na adolescência, mas lembre que os cuidados devem começar já na infância, principalmente se há indícios de tendência a engordar.

O ideal é caprichar na ingestão de água, pois a devida hidratação limpa e desintoxica o organismo de várias impurezas. Se a água for natural e sem açúcares e aromatizantes, melhor ainda.

E, claro, os alimentos devem sempre ser ingeridos em quantidades suficientes para matar a fome, sem que a ansiedade e outros fatores influenciem em quanto se come.

Para ter uma alimentação balanceada e saudável, basta consultar um nutricionista, com a finalidade de saber como o adolescente precisa comer para conter ou evitar a obesidade.

E não se esqueça de que o sedentarismo na adolescência também deve ser evitado, afinal, a prática regular de exercícios físicos serve para combater e controlar a obesidade na adolescência, garantindo uma vida muito mais saudável. Isso sem falar nos benefícios psicológicos da atividade física, pois o bem estar sempre vem junto.

Concluindo

Em minhas consultorias sobre emagrecimento, observo um padrão assustador.

Uma parte da avaliação que faço está em vasculhar a história da pessoa.

Em especial, como os hábitos alimentares eram na época da infância.

E não raro encontro histórias como “meus pais eram totalmente liberais com comida”, “minha família sempre valorizou a fartura” ou “minhas avós sempre me davam o que eu queria”.

Acredito que isso é fruto de ignorância sobre a questão da criação de hábitos que podem custar caro no futuro.

Se os pais realmente soubessem que estão plantando uma bomba relógio, involuntariamente, devido à sua omissão, tenho certeza que não o fariam.

E a partir do momento que você, pai, mãe, avô, avó, futuro pai ou mãe ou seja lá quem for, leu esse texto, é preciso abraçar essa responsabilidade.

Porque não dá pra confiar em governo regulamentando, nem em interesse da indústria alimentícia.

O único que pode prevenir uma catástrofe na sua família é você. Através da educação e criação de bons hábitos alimentares.

 

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

Você está a um clique de uma verdadeira revolução na sua vida. Se você precisa perder 10, 20, 30kg ou mais, veio ao lugar certo. E se precisa perder só alguns quilinhos, é mais rápido ainda. Nada de medicações, dietas milagrosas, nada disso. Até porque nada disso é necessário.

E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

Clique aqui para saber mais e bem vindo à sua nova vida.

Só assim seu filho ou filha terá uma chance quando “cair no mundo”, e não sofrer com a obesidade na adolescência ou quiçá na idade adulta.

Como talvez você esteja sofrendo… mas isso é outra história!

obesidade na adolescencia


 

Referências: 

1- Obesity in children & adolescents

2- Greater screen time is associated with adolescent obesity: a longitudinal study of the BMI distribution from Ages 14 to 18.

3- Obesity and cardiovascular risk in children and adolescents.

Descubra quais são os 7 alimentos que parecem saudáveis, mas que na realidade não são.

Sim, eu quero.

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3 disseram o que pensam. Agora é sua vez.

  1. Eu não consegui ver o vídeo. E gostaríamos muito de assisti-lo.
    Agradecida!!

  2. Os pais tem SIM culpa nos hábitos alimentares que os filhos desenvolvem. Se desde cedo a criança observa seu responsável se enpamturrando de comida no sofá ou seja lá onde for, ela vai achar isso normal e repetir esse comportamento. Vai crescer achando completamente normal comer aquela quantidade de comida e no futuro vai frustrar-se com a obesidade e complicações de saúde.
    Eu sou a prova viva disso!! Desde criança já comia horrores, achava normal devorar um pacote de bolacha recheada inteiro e ainda querer mais depois. Não tive educação e orientação quanto a isso e cá estou eu hoje, obesidade grau 2, colesterol elevadíssimo e hipertensa. E se não me cuidar esse quadro pode piorar, hoje tomo anorexígenos pois passei ANOS com compulsão alimentar e é extremamente difícil me reeducar de uma hora pra outra. Passei a fazer exercícios físicos e investi tudo o que tinha para cuidar da minha saúde.
    Por isso pais, fiquem atentos a suas crianças. Se sentirem que elas estão comendo demais, sejam firmes. No começo é difícil, mas se não querem que sofram no futuro como eu sofri, é o melhor a se fazer.

    • Seu problema pode se tornar uma bênção, Anonima.

      Digo porque, não por culpa dos meus pais (pq eles não sabiam disso), eu acabei tendo o mesmo problema que você. Por anos acabei obeso porque minha orientação em casa foi zero.

      Foi dificil. Mas vencer essa guerra não só me fez ter finalmente liberdade, como me fez enxergar que sou capaz de vencer (o que fez muito bem para minha auto estima) e me deu uma competência que agora é meu meio de subsistência.

      E como pai de uma menina de 7 meses, a coisa que sem dúvida atentarei é dar a ela a educação alimentar que eu não tive. Ela não precisa passar pelo que eu passei, e para ela basta conhecer a história do pai.

      Por isso eu sou até grato pelo que me aconteceu.

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