Óleo de coco: os 11 motivos que o fazem ser praticamente um remédio milagroso para emagrecer.

Óleo de coco: os 11 motivos que o fazem ser praticamente um remédio milagroso para emagrecer.

17 de fevereiro de 2017

A combinação única de ácidos graxos contida no óleo de coco pode ter efeitos incríveis na saúde. E isso inclui emagrecimento, melhor função cerebral e outros benefícios.

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Desta forma, listamos 11 benefícios que o óleo de coco pode proporcionar, todos corroborados por estudos feitos em humanos.

óleo de coco, 10 razões para usar

  1. O óleo de coco contém os chamados triglicerídeos de cadeia média, que são metabolizados de forma diferente. Eles vão diretamente para o fígado, e são usados como fonte rápida de energia (transformados em corpos cetônicos) o que pode ter efeito terapêutico em doenças cerebrais como epilepsia e Alzheimer.
  2. Populações que comem muito óleo de coco estão entre as mais saudáveis do planeta. Um bom exemplo disso é o povo de Tokelau, no Pacífico Sul. Eles consumem mais de 60% de suas calorias vindas de cocos, e por conta disso, têm excelente saúde, sem evidências de doenças do coração.
  3. Óleo de coco aumenta o seu gasto energético, o que te ajuda a queimar mais gordura. Isso graça aos já citados triglicerídeos de cadeia média. Foi comprovado que 15-30g de óleo de coco por dia, pode aumentar o seu gasto energético em 5% nas 24 horas seguintes.
  4. Quem segue um padrão alimentar com baixo nível de ingestão de carboidratos, como a dieta cetogênica ou dieta paleo, se beneficiam com o uso do óleo de coco. Isso acontece porque os, já citados, triglicerídeos de cadeia média fornecem energia extra e rápida para essas pessoas que usam a gordura como principal fonte energética.
  5. O ácido láurico contido no óleo de coco pode matar bactérias, vírus e fungos, aumentando a imunidade. O ácido láurico é metabolizado pelo organismo em monolaurina, que mantém o efeito.
  6. Óleo de coco é saciante, o que mantem você sem fome por períodos mais prolongados, ou seja, você tenderá a comer menos, e emagrecer, claro.
  7. Os corpos cetônicos, que são subprodutos da metabolização dos ácidos graxos (principalmente os de cadeia média) do óleo de coco, ajudam a reduzir o risco de convulsões. Isso é mais bem demonstrado em tratamento de crianças epilépticas que estão resistentes à drogas.
  8. O óleo de coco melhora os níveis e padrões de colesterol no sangue, e podem diminuir o risco de doenças cardiovasculares. A gordura saturada aumenta os níveis de HDL e promove a transformação do LDL no sentido que predominará a subpartícula inofensiva deste. E gordura saturada está mais do que presente no óleo de coco.
  9. O óleo de coco pode proteger o cabelo contra danos, hidratar a pele, e funcionar como protetor solar. Isso como aplicação tópica, claro. No caso do sol, um estudo demonstrou que o óleo de coco pode bloquear até 20% dos raios ultravioleta.
  10. Os ácidos graxos do óleo de coco podem melhorar a função cerebral de pacientes com Alzheimer. Pacientes com Alzheimer tem dificuldade para utilizar glicose em seus cérebros, e os corpos cetônicos que advém dos ácidos graxos podem suprir essa energia, reduzindo os sintomas da doença.
  11. O óleo de coco ajuda você a perder gordura, especialmente a gordura visceral, que é a mais perigosa de toda a gordura acumulada que você tem no corpo. Vários estudos demonstram que essa perda ocorre mesmo se a pessoa não se exercita ou faz dieta, apenas tomando 30ml de óleo de coco por dia.

 

A polêmica recente

Recentemente um comunicado da Sociedade Brasileira de Endrocrinologia e Metabologia criticou o uso do oleo de coco. Reproduzimos o comunicado abaixo.

“Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o uso do óleo de coco para perda de peso. 

Considerando que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de côco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito; 

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Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de côco leve à perda de peso; 

Considerando que o uso do óleo de côco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico;

A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.”

 

Sobre o comunicado, apontamos alguns equívocos:

 

1- Embora saiba-se que há uma relação gradual entre concentação de colesterol e doença coronariana, e que o consumo de colesterol na dieta aumenta o colesterol total, um estudo de 2014 não achou associação entre gordura saturada e doença cardiovascular. A metanálise também não achou relação entre o consumo de gordura monoinsaturada e doença cardiovascular, mas sugeriu uma redução com o aumento do consumo de gorduras ômega-3. Em virtude destes resultados, mesmo muitos alimentos ricos em gorduras saturadas sejam menos saudáveis do que os que contém níveis mais baixos, não faz mais sentido sugerir que se evitem as gorduras saturadas propriamente ditas. 

2- O colesterol total tende a aumentar com o consumo de gordura saturada, mas mais devido ao aumento do HDL (o que é bom). Há diversos tipo de de gordura saturada, e a gordura do óleo de coco está associada com melhora do perfil lipídico. Para mais informações sobre colesterol e os conceitos mais modernos, não deixe de ler este artigo.

3- A afirmação de que cozinhar com óleos de soja, canola e os demais recomendados, conquanto pode ser verdadeira em relação às suas gorduras polinsaturadas, não leva em consideração que essas gorduras oxidam-se facilmente durante o cozimento em altas temperaturas. Aliás, considerar óleo de canola algo saudável, depois que você sabe como é feito (confira neste artigo a descrição da produção do óleo de canola, e decida se você quer continuar consumindo) e que pode conter resíduos como o hexano, que é tóxico, é uma temeridade. Leia também esse artigo com um ranking completo sobre os melhores óleos para cozinhar. 

4- Sobre o óleo de soja, vale citar este estudo  da Universidade da Califórnia, nos EUA, que alimentaram ratinhos machos com quatro dietas com 40% de gordura, semelhante ao que os americanos consomem atualmente. Numa dieta foi utilizado óleo de coco. Na segunda dieta, cerca de metade do óleo de coco foi substituído por óleo de soja. As outras duas dietas tinham frutose adicionada.

As quatro dietas tinham o mesmo número de calorias e não houve diferença significativa na quantidade de alimentos ingeridos pelos ratinhos.

O estudo apurou que, comparativamente com animais alimentados com a dieta rica em gordura de coco, os ratos alimentados com óleo de soja tiveram um aumento de peso, maiores depósitos de gordura, fígado gordo com sinais de lesão, diabetes e resistência à insulina, que fazem parte da síndrome metabólica. A frutose revelou ter efeitos metabólicos menos severos do que o óleo de soja. Todos esses efeitos no conjunto causam inflamação, e é no mínimo estranho acusar o óleo de coco de ter propriedades inflamatórias, e recomendar outro óleo que causou mais inflamação.

Os investigadores verificaram que os animais alimentados com uma dieta rica em óleo de soja aumentaram quase 25% mais de peso do que os ratinhos incluídos na dieta de óleo de coco e 9% mais que aqueles que ingeriram uma dieta com frutose. Os animais na dieta rica neste açúcar aumentaram 12% mais de peso do que aqueles alimentados com uma dieta rica em óleo de coco.

É assustador que face a esses resultados, uma entidade médica recomende o consumo de óleo de soja em detrimento de um óleo que comprovadamente teve resultados melhores.

5- Por fim, consumir óleo de coco e não atentar para a quantidade de carboidratos que se consome, puramente com o intuito de emagrecer devido aos benefícios do óleo, é pouco inteligente. Mas num contexto de dieta de baixo carboidrato, o óleo de coco tem sim papel importante, devido à suas propriedades saciantes, fazendo você comer menos no final das contas. E ainda assim perder peso.<

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  1. Cadê as fontes dos artigos CIENTÍFICOS?
    Pubmeb, Journal of Nutrition, Scielo etc. Sem fontes, esse tópico vira broscience.

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