Ômega 6: o vilão que está te matando sem você saber.

Ômega 6: o vilão que está te matando sem você saber.

13 de abril de 2016

Hoje em dia, tem se tornado comum as pessoas comerem demais alimentos ricos em ácidos graxos, como o Ômega 6. Ao mesmo tempo, o consumo de alimentos de origem animal elevados em Ômega 3 é o mais baixo da história.

Vale dizer que ambos são ácidos graxos poli-insaturados, assim chamados porque têm muitas ligações duplas.

Neste artigo, você vai descobrir: 

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1- O que são ômega 3 e ômega 6

2- Por que são chamados de essenciais

3- Qual a função deles no nosso corpo

4- Qual o problema do desequilíbrio entre eles

5- Por que a dieta ocidental atual promove esse desequilíbrio

6- Por que comer alimentos industrializados visando economizar tempo e dinheiro é uma estupidez que cobrará um preço caro no futuro

7- Um infográfico resumindo as relações entre ômega 3 e 6, incluindo como reverter essa relação dos níveis atuais

 

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O organismo não têm as enzimas para produzi-los e, portanto, é importante consumi-los por meio dos alimentos.

Se eles não forem ingeridos, corre-se o risco de desenvolver uma deficiência.

É por isso que eles são chamados os ácidos graxos “essenciais”.

No entanto, esses ácidos graxos são diferentes da maioria das outras gorduras.

Eles não são simplesmente usados ​​para produzir energia ou armazenados, mas são biologicamente ativos e têm papéis importantes em processos como a coagulação do sangue e inflamação – resposta natural do organismo contra uma infecção ou lesão, com o objetivo de destruir os agentes agressores.

No entanto, o Ômega 6 e Ômega 3 não têm os mesmos efeitos.

Enquanto o primeiro tem efeito pró-inflamatório, o Ômega 3 têm um efeito anti-inflamatório.

Naturalmente, a inflamação é essencial para a nossa sobrevivência, pois ajuda a proteger o corpo contra infecções e lesões.

Porém, também pode causar danos graves e contribuir para a doença, quando a resposta inflamatória é inadequada ou excessiva.

Na verdade, o excesso de inflamação pode ser um dos principais condutores das doenças mais graves que são tratadas atualmente.

Exemplos são as doenças cardíacas, síndrome metabólica, diabetes, artrite, Alzheimer, muitos tipos de câncer e outros problemas.

Simplificando: uma dieta rica em Ômega 6, mas pobre em Ômega 3 aumenta a inflamação, enquanto uma dieta que inclui quantidades equilibradas de cada um reduz os quadros de inflamação.

O problema, entretanto, é que os adeptos da típica dieta ocidental estão comendo demasiadas quantias de Ômega 6, em relação ao Ômega 3.

Entenda por que não exagerar na dieta com Ômega 6.

Ômega 6

Todo país que come uma “dieta industrial” fica doente.

Por isso, é necessário olhar para as populações não industriais, como os modernos caçadores-coletores, a fim de identificar o que pode fazer parte de uma alimentação saudável.

Esse, aliás, é um dos problemas da dieta ocidental.

Não só as pessoas estão comendo muito menos Ômega 3, mas eles estão comendo grandes quantidades de óleos, carregados com Ômega 6.

O óleo de soja é atualmente a maior fonte de Ômega 6 em muitos países, porque é realmente barato e encontrado em todos os tipos de alimentos processados.

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Assim, as gorduras não naturais que as pessoas ingerem estão levando a mudanças reais, tanto em relação às reservas de gordura quanto às membranas celulares.

A elevada quantidade de Ômega 6 nas membranas celulares, inclusive, está fortemente associada ao risco de doença cardiovascular, o que faz todo o sentido dado os seus efeitos pró-inflamatórios.

Vários estudos, onde as pessoas substituíram as gorduras saturadas pelo Ômega 6, mostraram um risco significativo de doença cardíaca.

Por outro lado, Ômega 3 reduz o risco de doença cardíaca. Esse ácido graxo melhora todos os tipos de transtornos mentais como depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar.

Outro problema do excesso de Ômega 6 é o fato das ligações duplas nas moléculas de ácidos graxos serem muito reativos.

Eles tendem a reagir com o oxigênio, formando reações em cadeia de radicais livres que podem causar danos às moléculas em células – um dos mecanismos que estão por trás do envelhecimento e o aparecimento de cânceres.

Confira o infográfico abaixo (que aliás, é um belo resumo de tudo o que está sendo explanado aqui)

Ômega 6 INFOGRAFICO

Clique na imagem para ampliar

Mais informações sobre os perigos do excesso de Ômega 6.

Você pode ver que a manteiga, óleo de coco, banha de porco, óleo de palma e azeite de oliva são todos relativamente baixos em Ômega-6.

 

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

Você está a um clique de uma verdadeira revolução na sua vida. Se você precisa perder 10, 20, 30kg ou mais, veio ao lugar certo. E se precisa perder só alguns quilinhos, é mais rápido ainda. Nada de medicações, dietas milagrosas, nada disso. Até porque nada disso é necessário.

E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

Clique aqui para saber mais e bem vindo à sua nova vida.

Por isso, são opções mais saudáveis para incluir na dieta e na preparação dos alimentos.

Enquanto isso, óleos de girassol, milho, soja e algodão são menos indicados.

Esteja ciente de que até mesmo os chamados alimentos saudáveis podem conter óleos vegetais. Por isso, é fundamental ler os rótulos.

Um exemplo é a proteína de soja, que muitas pessoas ingerem no lugar de receitas com carnes.

Já as nozes e sementes, mesmo tendo quantias elevadas de Ômega 6, são alimentos integrais, que têm abundância de benefícios para a saúde.

Outros alimentos ricos em Ômega 3 são de origem animal, que também contam com EPA e DHA – ácidos graxos poli-insaturados, da família do Ômega 3.

Um problema, todavia, é que hoje em dia os animais são normalmente alimentados com rações à base de grãos de soja e milho.

Isso reduz o teor de Ômega 3, de modo que as gorduras poli-insaturadas na carne são principalmente Ômega 6.

Além disso, a carne de frango e de porco são particularmente elevados em níveis de Ômega 6.

Nesse caso, a dica é escolher as partes mais magras dessas carnes.

De longe,a forma mais saudável de aumentar a ingestão de Ômega 3 é comendo frutos do mar.

 

Concluindo sobre ômega 6

Como você pode ver, este é apenas mais um aspecto no qual a dieta ocidental de hoje em dia acaba causando malefícios.

E esse desequilíbrio entre ômega 3 e 6 está nos tornando gradualmente mais doentes.

Como não poderia deixar de ser, a solução é sempre buscar uma alimentação mais natural.

Até porque se você for parar para observar, os alimentos mais ricos em ômega 3 são naturais, e os alimentos que causam essa sobrecarga de ômega 6 são todos processados ou industrializados.

Buscando uma alimentação mais natural, você sequer precisará pensar em algo como “poxa, preciso buscar um equilíbrio entre meus níveis de ômega 3 e ômega 6”.

Porque isso ocorrerá – sem trocadilhos – naturalmente!

 


 

Referências:

1- The importance of the ratio of omega-6/omega-3 essential fatty acids.

2- Health implications of high dietary omega-6 polyunsaturated Fatty acids.

3- A low dietary ratio of omega-6 to omega-3 Fatty acids may delay progression of prostate cancer.

 

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2 disseram o que pensam. Agora é sua vez.

  1. Excelente artigo! Muito esclarecedor!!

  2. Importante.

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  1. Nutricionista: ele pode estar enganado. Como argumentar? - […] Ainda sobre gorduras, vale lembrar que enquanto a gordura polinsaturada ômega-3 reduz o risco de doenças do coração, o…

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