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As 9 principais causas da obesidade, e por que 99% da culpa absolutamente não é sua.

A obesidade é um dos principais problemas de saúde no mundo. Já comentamos sobre as consequências desta, mas hoje falaremos das causas da obesidade.

Neste artigo você vai descobrir:

1- Por que não se pode falar em “falta de força de vontade” como uma das causas da obesidade

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2- Por que a influência da genética como causa de obesidade é limitada

3- A engenharia alimentar que contribui para as causas da obesidade

4- Como o marketing usa e abusa de desinformação e meias verdades, e acaba nos engordando

5- Uma dica simples para não ser vítima desse marketing

6- Um infográfico demonstrando como a insulina e o excesso de carboidratos fará você engordar

7- Como uma oferta abundante de comida acaba sendo crucial para causar obesidade (e um infográfico mostrando como as porções aumentaram ao longo dos anos)

8- A desinformação proposital que gera lucros imensos (e claro, problemas de saúde)

Primeiramente, cabe uma nota sobre a “falta de força de vontade” como causa de obesidade: Esta ideia é perigosa e não leva em consideração a complexidade do comportamento humano e dos fatores biológicos que o governam.

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Algumas substâncias contidas em alimentos, como o açúcar, causam vício, até mais intenso que cocaína e heroína causam.

E quando falamos de vício, falamos de um processo biológico que é como se tomasse conta da mente de uma pessoa, fazendo ela agir como não gostaria.

Sendo assim, não é justo incluir “falta de força de vontade” como causa de obesidade.

 Vamos então às 9 principais causas da obesidade.

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Veja abaixo as principais causas da obesidade.

 

1. Genética

Há sim um forte componente genético envolvido na questão da obesidade.

Algumas populações foram geneticamente selecionadas para acumular gordura.

Um bom exemplo disso são os índios Pima, população que vive nos EUA e México.

Como eles viviam antigamente em escassez de alimentos, os indivíduos que acumulavam mais gordura eram mais resistentes e foram selecionados, e passaram essa característica aos descendentes.

Porém, há que se citar que isso é apenas uma TENDÊNCIA. A prova disso são os mesmos índios Pima.

Essas populações foram separadas geograficamente.

Enquanto os americanos assimilaram o estilo de vida e alimentação dos EUA, e seus níveis de obesidade dispararam, os mexicanos continuaram vivendo no campo, caçando, comendo alimentos naturais e são magros.

Em outras palavras, isso explica. Mas não justifica.

2. Alimentos processados supersaborosos e viciantes

Os alimentos processados hoje em dia são propositalmente produzidos para serem baratos, durarem muito nas prateleiras, e terem um gosto tão bom que nós acabamos “precisando” comer mais e mais.

E essa estratégia promove os lucros dos fabricantes, pois sempre vamos querer comprar mais.

A maioria desses alimentos não se parece em nada com comida, se formos analisar a fundo. Mas acabam gerando um vício difícil de largar.

Isso porque criam um estímulo poderosíssimo dos centros de recompensa do cérebro.

Como já citamos aqui, o açúcar acaba criando uma reação similar àquela causada pela cocaína e pela heroína, fazendo você buscar mais daquela sensação.

Se a pessoa for mais sensível, o estrago está feito.

Sua bioquímica corporal toma controle e você não consegue mais ter domínio de si.

E aí não adianta falar em força de vontade.

3. Marketing agressivo (especialmente sobre crianças)

Os fabricantes de junk e fast foods são marqueteiros bastante agressivos, e às vezes conseguem a proeza de serem tão sem ética a ponto de promover seus produtos altamente insalubres como se fossem saudáveis.

Isso inclui falsas promessas e gastos bilionários com patrocínio à pesquisadores e organizações de saúde para influenciar os resultados de suas pesquisas e regras.

Ou então meias-verdades.

Um bom exemplo de uma meia verdade explorada pela indústria alimentícia é o óleo de canola.

O conteúdo de Ômega-3 do óleo de canola está na forma de ácido alfa-linoleico (ALA), que é inútil até ser convertido nas formas “úteis”, EPA e DHA.

Como os humanos são ineficazes nessa conversão, há uma boa probabilidade de que os fabricantes estão usando esse ômega-3 como jogada de marketing, pois ele não serve de nada.

É uma jogada genial, pois existe o senso comum que “ômega 3 é saudável e quanto mais, melhor”, mas pouca gente vai mais a fundo e sabe de pequenos detalhes que importam, como a incapacidade do organismo em utilizar esse ômega 3 do óleo de canola.

Explorar essa ignorância generalizada dá um lucro absurdo, e é justamente o que acontece.

Você pode apostar que outras pegadinhas assim são exploradas em inúmeros produtos.

E isso as torna potencialmente piores que a indústria do cigarro, pois esta não faz propaganda para crianças.

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

Você está a um clique de uma verdadeira revolução na sua vida. Se você precisa perder 10, 20, 30kg ou mais, veio ao lugar certo. E se precisa perder só alguns quilinhos, é mais rápido ainda. Nada de medicações, dietas milagrosas, nada disso. Até porque nada disso é necessário.

E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

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Estas estão ficando cada vez mais obesas, diabéticas e viciadas em porcarias antes mesmo de terem consciência do que estão fazendo.

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4. Insulina

Uma das funções da insulina é sinalizar para células de gordura para manterem ou armazenarem mais gordura.

E a dieta ocidental acaba causando resistência à insulina em muitos indivíduos.

Isso acaba elevando os níveis desta no corpo, promovendo o acúmulo seletivo das gorduras nas células, ao invés de deixá-las disponíveis para uso.

A melhor maneira de jogar os níveis de insulina para baixo é reduzir os carboidratos, o que leva a uma redução automática da ingesta calórica e uma perda de peso sem muito esforço.

Confira um infográfico que mostra como ocorre o processo de engorda:

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Clique na imagem para ampliar

5. Algumas medicações

Algumas medicações apresentam o efeito colateral de ganho de peso.

São exemplos as medicações para diabetes, antidepressivos, antipsicóticos, etc.

Elas acabam alterando funções corporais e cerebrais, tornando o acúmulo de gordura algo preferencial, ao invés da queima.

 

6. Resistência à leptina

A leptina é um hormônio que além de ajudar a manter nosso metabolismo acelerado, manda sinais para o cérebro que estamos satisfeitos e precisamos parar de comer.

O problema é que nas pessoas obesas, a leptina não funciona tão bem quanto deveria, pois o cérebro acaba se tornando resistente a ela.

E uma das razões para isso também é uma secreção absurda de insulina, que promove o bloqueio dessa comunicação feita pela leptina.

Acredita-se que esse é um dos maiores fatores na patogênese da obesidade.

 

7. Abundância de alimentos

Os tempos modernos propiciaram uma abundância de alimentos nunca antes vista na história da humanidade.

A comida está disponível em qualquer lugar.

Até postos de gasolina vendem comida, especialmente as porcarias, e isso aumenta as chances de compras por impulso.

E um outro problema é que especialmente as porcarias são feitas para baratear custos, o que leva muita gente mais pobre a optar por esses ”alimentos”.

As porções também aumentaram absurdamente de tamanho (como você pode conferir no infográfico abaixo), e isso faz você comer mais, sem que perceba.

infografico causas da obesidade porções

Clique na imagem para ampliar

 

8. Açúcar refinado

O açúcar é um dos principais vilões da dieta moderna.

Quando consumido em excesso, altera toda a bioquímica do organismo, contribuindo para o ganho de peso.

Além de viciar, como já comentamos anteriormente.

Em excesso, o açúcar acaba levando à resistência à insulina e também à leptina, além de não promover saciedade.

Tudo isso acaba contribuindo para o ganho de peso e obesidade.

9. Desinformação

O que comentamos no item 3 acaba por gerar uma epidemia de desinformação sobre saúde e nutrição.

Organizações que deveriam exercer esse papel acabam sendo patrocinadas por indústrias alimentícias, causando um nítido conflito de interesses, por exemplo.

As consequências do diabetes acabam gerando muito dinheiro para indústrias farmacêuticas, e isso sem falar em lobbies em cima de governos, visando proteger os interesses corporativos.

Desta forma, como as pessoas conseguirão fazer boas escolhas se estão sendo constantemente enganadas?

Concluindo

Os fatores citados neste artigo não podem servir de desculpa para uma pessoa não assumir o controle do próprio destino e se rotular vítima das circunstâncias.

Ao menos que exista algum problema médico, qualquer indivíduo tem o poder de controlar o seu peso.

Mas deve servir de alerta para outros fatores além da responsabilidade individual, que estão causando a epidemia da obesidade.

A crença de que “depende apenas de força de vontade” é tudo que essas indústrias querem para continuar fazendo seu marketing sem ética sem serem incomodados.

E a informação adequada é o primeiro passo para se livrar das causas da obesidade e assumir o controle da sua vida e seu destino.

 


 

 

Referências:

1- Leptin: a multifunctional hormone.

2- Obesity and insulin resistance.

3- Effects of traditional and western environments on prevalence of type 2 diabetes in Pima Indians in Mexico and the U.S.

Um comentário

  1. quero aprender a ter criatividade na elaboração dos pratos para uma dieta balanceada para toda a familia, pois eu e meu filho de 12 anos precisamos perder peso.

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