Óleo de canola: após ler esse artigo, você nunca mais chegará perto.

Óleo de canola: após ler esse artigo, você nunca mais chegará perto.

19 de Fevereiro de 2016

O óleo de canola é bastante conhecido por ser uma escolha aparentemente saudável em se tratando de óleo para cozinhar.

Os fabricantes o chamam de “o óleo mais saudável do mundo”, para se ter uma noção, o que por si só já deveria gerar suspeitas nas pessoas mais atentas à estratégias agressivas de marketing.

E será que o óleo de canola é tão saudável como se diz?

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Neste artigo, analisaremos passo a passo o quão saudável é o óleo de canola.

E você também vai descobrir: 

1- Que “canola” não é bem uma planta em si

2- Por que o óleo em sua forma natural é altamente tóxico

3- Qual o pesado procedimento industrial para tornar o óleo de canola comestível

4- Quais os componentes nutricionais do óleo de canola

5- Qual a jogada de marketing por trás do óleo de canola

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6- Por que as supostas vantagens do óleo de canola não compensam, e quais são as melhores alternativas. 

O que é o óleo de canola?

oleo de canola

Há tempos atrás, existia um óleo extraído de uma planta chamada colza, ou couve-nabiça (rapeseed em inglês), que era utilizado para fins industriais.

Era um óleo de produção barata, mas não comestível, pois continha substâncias tóxicas.

Dentre elas o ácido erúcico, um ácido graxo que causou danos cardíacos em estudos com ratos, e glucosinolatos, compostos que davam um sabor amargo e intragável ao óleo.

Alguns cientistas canadenses queriam transformar o azeite de colza em um óleo comestível, então começaram a usar técnicas de hibridização das plantas, para criar sementes que contivessem menos dessas substâncias tóxicas e amargas.

(Não sei se isso despertou algum sentimento de repulsa antecipada ao óleo de canola em você, mas enquanto eu escrevia, a frase “onde há fumaça, há fogo” pipocava em minha mente”).

Nascia assim o óleo de canola.

Inclusive a palavra canola não se refere à planta, mas é um acrônimo para “CANadian Oil, Low Acid”, que em tradução livre, significa “Óleo Canadense, Baixo Ácido”.

No Brasil, ficou conhecido como óleo de canola.

E desde 1995, a gigante de biotecnologia Monsanto produziu sementes modificadas de colza, que são resistentes a um herbicida chamado RoundUp.

Hoje em dia, 90% das sementes de colza são geneticamente modificadas.

Se você segue o mantra de uma alimentação saudável, ou seja, procurando sempre comida de verdade e alimentos o mais naturais possíveis, já deve ter torcido o nariz só de conhecer essas informações…

Mas calma que ainda vai piorar!

 

Como o óleo de canola é produzido.

Ao contrário de outros óleos e gorduras mais saudáveis e com processos simples de fabricação, como a manteiga, azeite e óleo de coco, o óleo de canola requer um processo pesadíssimo e altamente industrializado para ser feito.

O processo de produção da manteiga requer apenas algumas palavras para ser descrito: pegue a nata do leite e bata até virar manteiga.

No caso do azeite: esprema as azeitonas e colha o óleo que sairá.

Mas vamos ao óleo de canola.

Para começar, é necessária a exposição do óleo a temperaturas muito elevadas, o que por si só já é um bom motivo para deixa-lo de lado.

Até porque o óleo é rico em gorduras polinsaturadas, que são muito sensíveis às altas temperaturas, e se oxidam facilmente.

Então entra em cena um solvente tóxico chamado hexano, que é usado para extrair o óleo das sementes.

E não é incomum encontrar resquícios de hexano no óleo de canola pronto.

Durante esse processo nada natural, parte do óleo é danificada.

Você não sabe ou percebe isso porque o óleo também tem seu odor retirado.

Um estudo analisou os óleos de canola e de soja nas prateleiras dos EUA. Os níveis de gorduras trans tóxicas encontrados variaram de 0,56% a 4,2%, e isso nem chega nas tabelas nutricionais.

Essas gorduras trans artificiais são muito perigosas e associadas à várias doenças sérias.

Até existem óleos de canola produzidos à frio ou orgânicos, mas a imensa maioria é produzida pelo processo descrito acima.

 

Valor nutricional do óleo de canola.

Quanto à composição gordurosa do óleo, temos 7% de gorduras saturadas, 63% de gorduras monoinsaturadas e 28% de polinsaturadas.

Essas proporções podem variar, mas grosso modo são esses os resultados.

 

Mas antes de prosseguirmos... Que tal conhecer um método de emagrecimento totalmente sistematizado e fácil, onde você não precisa abandonar totalmente os alimentos que tanto gosta e acabar de vez com o tal do efeito sanfona, mudando sua vida e saúde para sempre?

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E você também vai conhecer 7 alimentos que você provavelmente acha que são emagrecedores, mas que na verdade promovem justamente o efeito contrário.

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De acordo com o senso comum que vigora atualmente, que vilaniza a gordura saturada e que diz que as insaturadas são boas, parece que essa composição é ótima.

Entretando, à luz das novas evidências científicas, a gordura saturada cada vez menos está associada a doenças cardíacas e riscos de saúde.

Dessa forma, o baixo conteúdo de gordura saturada do óleo de canola é bom apenas para o marketing.

Quanto às monoinsaturadas, o óleo de canola realmente é rico nelas, e elas são saudáveis.

Essas gorduras são encontradas em abundância no azeite de oliva, por exemplo.

Mas quando chegamos às polinsaturadas, é que a história fica interessante.

E apesar de ser verdade que o óleo de canola contém uma boa proporção Ômega-6/Ômega-3, ao consumir o óleo, inevitavelmente acabamos expostos a níveis muito mais altos do que o necessário dessas gorduras.

Vale lembrar que elas não apresentam função corporal e são vulneráveis à oxidação e produção de radicais livres.

Também o Ômega-3 do óleo de canola está na forma de ácido alfa-linoleico (ALA), que é inútil até ser convertido nas formas “úteis”, EPA e DHA.

Como os humanos são ineficazes nessa conversão, há uma boa probabilidade de que os fabricantes estão usando esse ômega-3 como jogada de marketing, pois ele não serve de nada.

É uma jogada genial, pois existe o senso comum que “ômega 3 é saudável e quanto mais, melhor”, mas pouca gente vai mais a fundo e sabe de pequenos detalhes que importam, como a incapacidade do organismo em utilizar esse ômega 3 do óleo de canola.

Explorar essa ignorância generalizada dá um lucro absurdo, e é justamente o que acontece.

Para completar, parte dessas gorduras polinsaturadas já se tornou gordura trans durante o processamento.

 

Sobre a redução do colesterol.

Alguns estudos mostram que o óleo de canola acaba por reduzir o conteúdo de LDL e triglicerídeos em até 25%, apesar de efeito insignificante no HDL.

Entretanto, esses estudos foram realizados em um tempo muito curto para avaliar qualquer impacto no risco de doenças do coração.

É importante frisar que o fato de realmente ocorrer uma redução no colesterol não necessariamente implica na redução do risco das doenças associadas.

Prova disso é que alguns estudos no longo prazo demonstraram que, apesar dessa redução do colesterol no curto prazo, houve na verdade aumento do risco posterior de doenças cardíacas.

oleo de canola e colesterol

Concluindo

O óleo de canola não é tão ruim quanto outros óleos vegetais, porém muito do que se apregoa de seus benefícios não passa de puro marketing, e ele é bem menos benéfico do que parece.

Se quiser uma lista de óleos e gorduras mais seguros para utilizar, você a encontrará neste artigo.

 


 

 

 

Referências:

1- LEVELS OF TRANS GEOMETRICAL ISOMERS OF ESSENTIAL FATTY ACIDS IN SOME UNHYDROGENATED U. S. VEGETABLE OILS

2- An epidemic of pulmonary hypertension after toxic rapeseed oil ingestion in Spain.

3- Can rapeseed oil replace olive oil as part of a Mediterranean-style diet?

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9 disseram o que pensam. Agora é sua vez.

  1. Textão. Gostei!

  2. Sempre consumi óleo de canoa, por achar que era mais saudável. Estava redondamente enganado. Mas quem não é? Vou procurar consumir doravante o que minha mãe usava pra cozinhar. Banha de coco. Pena que é difícil de encontrar. Ou vou tentar o óleo de coco. Embora seja bem caro. Obrigado pelo alerta neste artigo publicado.

  3. Quanta besteira! Esse boato já foi desmentido cientificamente há vários anos e ainda tem gente que acredita.

    • Verdade, ainda tem gente que acredita nesse boato que o oleo de canola faz bem!

      Aliás, faz bem sim.. pro bolso dos produtores.

  4. Não consumo esse…so uso óleo de côco!

  5. Lembro me de minha mãe fazendo comida com banha de porco. Eu roncava descalço na rua de terra pegava chuva quando jogava futebol andava e corria o dia todo.tomava banho de rio que hoje virou valão, Não tinha problema. Porém os dia mudaram e a ciência evoluiu as dicas são dadas e quem persiste em fazer o errado paga no futuro. Perde a saúde e o dinheiro para tentar em vão reconquistar a saúde.

  6. VENENO é a definição. A ignorância está matando as pessoas. A indústria alimentícia empurra esse veneno para dentro de nossas casas. Parabéns pelo texto.

  7. no começo do texto diz ”Óleo de canola: após ler esse artigo, você nunca mais chegará perto.” No final do texto (na conclusão) diz: O óleo de canola não é tão ruim quanto outros óleos vegetais. Porra, decide, tenha uma opinião definitiva.

    • O fato de o oleo não ser tão ruim como outros oleos vegetais (FATO, não é opinião) não significa que você deva consumi-lo. Ou que ele seja bom. E logo depois é dito que os seus apregoados benefícios não passam de marketing.

      Interpretação de texto mandou lembrança!

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