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Série: Desculpas esfarrapadas para não emagrecer (como parar de choramingar e finalmente fazer algo a respeito).

Um dos principais inimigos do emagrecimento é a capacidade humana para criar desculpas. Elas são aquelas pequenas histórias que você pode vir a contar para você com o objetivo de justificar a sua suposta incapacidade de fazer algo ou o seu comportamento ou status atual. Em outras palavras, neste caso, falamos das desculpas que você dá para você mesmo a respeito de não estar conseguindo perder peso.

Considere “desculpas” como pequenas criaturas que vivem em sua mente. Elas começam com um pensamento simples, mas que acabam se reproduzindo como ratos, à medida que você cria novas e “melhores” desculpas. No final, a tendência é encontrar uma desculpa que funcione bem, daí você acaba permanecendo com ela até que ela seja desafiada.

Na verdade, uma desculpa é uma tentativa de alívio da sua própria consciência. E se você está tentando aliviar a consciência, será que já não está se sentido culpado? Usando uma desculpa, você acaba se eximindo de uma responsabilidade, justamente porque não quer se sentir mal. Você tira a culpa de si próprio e coloca como se isso estivesse fora do seu controle. E como ninguém assumiu a responsabilidade pelo problema, ele fica sem solução (emagrecer), e o ciclo vai se repetir, o que está longe de ser uma surpresa.

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Criando desculpas para não emagrecer e suas razões

E sabe por que as desculpas são criadas? Aqui vão algumas razões que tendem a serem usadas. Você se identifica com alguma?

  • Dar uma desculpa é fácil;
  • Você não está conseguindo priorizar corretamente;
  • Você está com muita coisa para fazer e com o tempo limitado;
  • Você não sabe por onde começar;
  • Você justifica que  amanhã é outro dia;
  • Te falta comprometimento;
  • Fazer outra coisa é mais prazeroso;
  • Você gosta de recompensa imediata e é impaciente;
  • Você não definiu objetivos fortes e concretos;
  • No fundo, você não acredita que o benefício de uma ação compense o custo;
  • Você apresenta atitude negativa em geral, a respeito de perder peso;
  • Você prefere ser vítima das circunstâncias;
  • Você acha que doenças relacionadas à obesidade nunca vão te pegar;
  • Você vive feliz em negaçao;
  • Você tem uma memória bem curta e esquece como se sentiu quando viu uma foto sua, bem acima do peso, ou quando aquela calça ficou apertada.

Como já dissemos, no momento em que você encontra uma desculpa para o seu fracasso, você tende a se apegar a ela, até que seja desafiada. Desta forma, a óbvia conclusão é que você vai precisar aprender a desafiar toda e qualquer desculpa que apareça na sua cabeça. Porque se não o fizer, vai acabar entrando num estado de paralisia e conformismo com o fracasso. E adivinha? Não vai emagrecer.

Veja o exemplo abaixo:

“Ora bolas, não consigo emagrecer porque tenho tendência a engordar”

Se você acreditar nisso e aceitar como desculpa, sua única opção lógica é conformar-se com sua sina. E provavelmente passar o resto dos seus dias vivendo essa insatisfação e a frustração.

Ou será que, se você não aceitar essa desculpa, há alternativas? Será que essa “tendência” significa que seu esforço apenas terá que ser maior do que uma pessoa que não tem?

E para facilitar a sua tarefa de desafiar suas desculpas, e então eliminá-las, nós resolvemos lançar essa série de artigos. Em cada um deles, analisaremos algumas das principais desculpas usadas quando tentam justificar suas falhas no processo de emagrecimento, e mostraremos, de forma lógica, como elas não fazem sentido.

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O caminho não é fácil, e é capaz que, algum dia, você tente se justificar, mas é importante saber como eliminar cada desculpa, e não deixar que elas vençam. É preciso assumir essa responsabilidade, sem mais! Pare de ser vítima das circunstâncias!

Está pronto para começar a quebrar suas desculpas esfarrapadas e tomar o controle do seu destino? Começaremos com duas desculpas clássicas:

“Estou acima do peso, mas sou feliz assim”

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Você pode ser, claro! Mas que tal ser mais ainda, tendo um corpo mais saudável?

Se você se identificou com a frase, ótimo. Cada pessoa merece ser feliz e viver uma vida plena e saudável.

A intrigante questão é que, se isso realmente é verdade, por que você está lendo esse post? Outra questão: Será que você está verdadeiramente feliz, satisfeita com a forma física que aparenta e com o que sente? Ou será que você apenas diminuiu suas expectativas em relação ao mundo, se conformando com o que tem para se sentir “feliz”?

Outro problema é o fato inegável que estar acima do peso faz mal à saúde. Pode ser que no momento você seja jovem e não tenha nenhum problema aparente de saúde. Mas é muito provável que, em algum momento, isto aconteça. Doa a quem doer, o fato é que manter seu corpo acima do peso é, grosso modo, limitar o seu tempo de vida, é matar-se aos poucos.

Mais um dado para você pensar: você pode estar feliz do jeito que é, mas provavelmente, se você estivesse vivendo há 60 anos atrás, também estaria feliz e seria magro? Isso porque simplesmente a nossa alimentação mudou completamente, com um superfluxo de carboidratos e gorduras ruins enchendo as prateleiras do supermercado e também nossas células adiposas, por conseguinte. Você não deixa de ser vítima desse fenômeno, que de algum modo tira o seu controle do seu destino.

Ainda há o lado tenebroso disso tudo, porque a indústria alimentícia propositalmente adiciona produtos químicos para realçar o sabor e (crueldade mor) causar vício. Se você se imagina infeliz sem poder comer suas guloseimas favoritas, há um motivo biológico para tal: especialmente o açúcar é capaz de causar vício no seu cérebro, e tecnicamente deixa você louca se ficar sem seus quitutes favoritos. E note bem, isso é tudo que a indústria quer, que você se sinta bem consigo mesma enquanto seu dinheiro passa para as mãos deles. Olho vivo!

Se ainda duvida, nem todo mundo acima do peso é infeliz, mas é fato que a infelicidade levou muita gente a ficar acima do peso. Por que? Você já viu alguém comendo alface quando está triste? É sempre bolo, biscoito, doce, coisas do tipo, porque eles são capazes de aliviar o sofrimento. O açúcar estimula uma área do cérebro chamada nucleus accumbens, que causa uma boa sensação. Só que você acaba viciada nessa sensação e quando está triste, vai buscar a sensação de novo. Não por coincidência, é a mesma área envolvida na resposta a drogas como cocaína e heroína. Perceba onde isso vai parar.

Você pode até estar feliz, mas certamente não está no controle!

E tudo isso é algo totalmente prevenível, se você tomar uma atitude agora.

Finalizando, você pode até ser feliz e acima do peso. Que tal ser mais feliz ainda, sabendo que vai viver mais e terá mais saúde, num corpo com menos gorduras e mais torneado? É uma situação que você só tende a ganhar, não acha?

“Eu tenho tendência a engordar”

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A genética não contribui tanto, quando consideramos o fator excesso de peso.

Já falamos um pouco sobre essa desculpa mais acima. É uma desculpa muito conveniente, até tem algum fundamento, mas na imensa maioria dos casos, não justifica. Pesquisas mostraram que a genética é responsável por até 25% do peso de uma pessoa, o que significa que 75% podem ser controlados por uma boa alimentação e exercícios.

Muitos de seus hábitos atuais foram adquiridos da sua convivência familiar. Você provavelmente tem comportamentos e traços de personalidade que vêm dos seus pais e parentes, adquiridos pelo convívio. Pois bem, essa “tendência a engordar” é bem mais provável que seja fruto de um (mau) hábito alimentar da sua família. Se você passou a infância e adolescência com uma mesa farta de alimentos ruins, e sua famíia é toda acima do peso, o que leva você a acreditar que seus genes são responsáveis por isso? Não foram os genes que escolheram quais alimentos foram levados à sua boca.

Uma prova disso é a triste história dos índios Pima, uma população nativa da América do Norte. Ao longo dos anos, os índios Pima viveram sob condições precárias de alimentação e com isso, os indíviduos que tinham maior capacidade de reter gordura tinham vantagem sobre os outros, e chances maiores de sobreviver e passar sua genética adiante.

Assim, a consequência disso é que a atual população de indios Pima tem uma tendência elevadíssima a obesidade.

E é aí que a coisa ficou interessante. Com o tempo, eles foram geograficamente separados entre Estados Unidos e México. Os indios Pima americanos assimilaram os hábitos alimentares locais, ou seja, aquela penca de porcarias que os americanos gostam de comer, carboidratos a rodo, gorduras mil, e por aí vai. O resultado? Quase todos eles são obesos e 80% portadores de diabetes tipo 2.

E o que aconteceu no México? Os índios Pima mexicanos continuaram a viver como seus antepassados, caçando e plantando, e assim, são ativos e sua alimentação é natural. E apesar da óbvia tendência a engordar, os índios Pima mexicanos são magros! Ou seja, tendência é apenas tendência e não se sobrepõe a um estilo de vida adequado!

Novamente, você até pode ter tendência. Mas a tendência é apenas isso, uma tendência. Você só vai engordar se botar alguma porcaria para dentro, porque se não o fizer, pode ter a tendência que for, que não vai engordar. E significa apenas que você terá mais trabalho e atenção que uma pessoa que não tem essa tendência.

Por fim, um dado interessante: Você sabia que cachorros de famílias obesas tendem a serem obesos muitas vezes? E absolutamente não dá para culpar a genética aqui.

E você, quais as desculpas que criou para si mesmo e gostaria de ver aqui analisadas e desarmadas? Conte-nos abaixo nos comentários.

4 comentários

  1. gostei muito das descupas dadas,já usei muitos ela e quem sabe possa muda-la

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